segunda-feira, 22 de junho de 2009
Somos todos jornalistas (?)
Temos diretora de comunicação que tem formação em psicologia, responsável por comunicação interna formado em recursos humanos, assistente que fez administração...
E agora, economistas, engenheiros, médicos, advogados, relações públicas... somos todos jornalistas.
Nessa sociedade sem fronteiras, com profissionais muito disciplinares eis a pergunta: qual o real valor do diploma?
terça-feira, 16 de junho de 2009
As mil e uma faces de um relações públicas
Londres, 16 jun (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, pode contratar o especialista em relações públicas que ajudou a rainha Elizabeth II a melhorar sua imagem pública após a morte da princesa Diana.
Trata-se de Simon Lewis, cujos serviços foram solicitados no passado pelo Palácio de Buckingham e até por empresas como a Centrica (energia) e a Vodafone (telecomunicações), e que agora Brown quer contratar como porta-voz oficial, segundo informa o jornal "Financial Times".
Lewis é um velho conhecido do ministro para a Empresa, Peter Mandelson, novo homem forte do gabinete trabalhista após a última remodelação do Governo.
As negociações com Lewis estão supostamente muito avançadas e sua nomeação poderia ser anunciada esta semana.
A experiência acumulada por Lewis em suas relações com o Palácio de Buckingham poderia ser muito útil ao líder trabalhista, segundo o "Financial Times".
Simon Lewis é irmão de William Lewis, diretor do jornal conservador "The Daily Telegraph", que publicou uma série revelando sobre as despesas indevidas dos deputados britânicos, que contribuíram para desestabilizar o Governo trabalhista.
Lewis, que foi chefe de imprensa do extinto Partido Social-Democrata britânico, ganhou fama quando a rainha decidiu contratar seus serviços em troca de um salário anual de 230 mil libras (271.400 euros no câmbio atual)."
Esse é um exemplo de que o relações públicas pode trabalhar em inúmeras áreas e não somente com empresas, mas pessoas também entram no escopo desse trabalho.
E até mesmo dentro da empresa a função do relações públicas agrega trabalhar na imagem do porta-voz, dos executivos.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Comunidade
Gostaria de compartilhar com vocês uma rede de relacionamentos profissional chamada LinkedIn (www.linkedin.com).
Quem já o conhece e apenas tem seu perfil eu gostaria de aconselhar a se cadastrar em comunidades de interesse.
Para nós, profissionais de comunicação, estar atualizado é um fator extremamente relevante e esse canal de relacionamento permite isso. Com fóruns de discussão as comunidades abordam temas de interesse comum à profissão. Questões que são discutidas entre diversos profissionais de toda parte do mundo.
Vale ressaltar, as comunidades têm em sua maioria discussões em inglês e algumas em espanhol.
Este é o meu perfil: http://www.linkedin.com/in/mafegimenez
Conheçam!!!
É fundamental para o nosso networking!
Nos próximos posts vou trazer alguns assuntos abordados nos fóruns de RP.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Mais uma vitória dos comunicólogos!
Mais um reconhecimento da nossa profissão! Principalmente para os relações públicas. Esse que faz o gerencimaneto estratégico da área nas empresas.
Segue matéria publicada no site Fejesp:
"Comunicação, um problema de gestão
Sex, 15 de Maio de 2009 23:27
Estudos de benchmarking em gerenciamento de projetos realizado pelo Project Management Institute (PMI) confirma com dados científicos o que a percepção do senso comum já sinalizava: a comunicação se firmou como uma área estratégica no processo de gestão de projetos.
Realizado em 2008, o levantamento pesquisou, apenas no Brasil, 373 organizações de setores variados, como administração pública, consultoria, educação, indústria, tecnologia da informação e telecomunicações. O objetivo do levantamento foi identificar problemas, necessidades e fatores que contribuem para o sucesso - ou o fracasso - de projetos gerenciados pelas organizações. Numa lista de 18 fatores críticos listados com mais frequência, a Comunicação aparece em terceiro lugar em ordem de importância, perdendo apenas para os itens não-cumprimento de prazos e mudanças frequentes de escopo. Ou seja, apenas esses dois processos podem dificultar ou influenciar mais o sucesso de um projeto que a Comunicação. Para as organizações brasileiras, processos de comunicação são mais críticos que os riscos não avaliados corretamente, recursos humanos insuficientes, escopo não definido adequadamente, não-cumprimento do orçamento, problemas com fornecedores, entre tantos outros.
É uma bela notícia. Depois de uma luta inglória dos nossos decanos para projetá-la, a comunicação se vê reconhecida pelos altos gestores das organizações brasileiras. Hoje, não dá para imaginar um projeto de qualquer natureza sendo tocado sem ferramentas de comunicação. Pesquisas de opinião, estudos e análises, levantamento de fatos e documentos, nada disso se faz com a comunicação em segundo plano. A organização que ainda não acordou terá sérias dificuldades para sobreviver nesse cenário global de mudanças.
Os executivos que souberam, nas últimas décadas, reconhecer a importância do papel da comunicação estão colhendo os frutos de uma gestão bem-sucedida, traduzida, por exemplo, na satisfação de suas partes interessadas. E satisfação não rima com má informação."
http://www.fejesp.org.br/empresa_junior/home/45-fejesp-conhecimento/295-comunicacao-um-problema-de-gestao-.html
quarta-feira, 13 de maio de 2009
"Uma aula de comunicação: o Plano Real, por Silvio Santos"
Este é um texto de Gisele Lorenzetti, Diretora Executiva da LVBA Comunicação, sobre comunicação.
Vale a leitura...
"Fernando Henrique Cardoso, provavelmente sem querer, deu uma aula sobre comunicação em gestão de crise. A Fecomercio promoveu um evento, nesta semana, que objetivava comemorar os 15 anos do Plano Real e o ex-presidente foi um dos palestrantes.
Ao contar a história do Plano Real, FHC comentou que, logo após seu lançamento, ele, na condição de ministro da Fazenda, mantinha conversas diárias com a imprensa com o objetivo de explicar e detalhar exaustivamente o Plano. Num domingo ele foi ao SBT para participar do Programa Silvio Santos, na época um programa de muita audiência junto à população com menos acesso à informação.
Ao chegar no SBT, FHC conversou longamente com o Silvio Santos e explicou, detalhadamente, o Plano para ele. Silvio ouvia com atenção, fazia muitas perguntas e pedia que ele explicasse novamente diversas vezes.
Começa o programa. Silvio Santos, com o carisma que é a sua marca, saúda a platéia, chama o público de “minhas colegas de trabalho” e bate-papo como se estivesse numa enorme sala de estar. Anuncia a presença do ministro da Fazenda e, em seguida faz, ele mesmo, uma brilhante e didática explicação do que era o tal Plano que, há dias, fazia parte da rotina dos brasileiros. FHC ficou surpreso com a forma como ele conseguiu traduzir, com tanta simplicidade, algo tão complexo. Este deve ter sido um dos fatores de sucesso do Plano Real.
Deste episódio podemos tirar as seguintes conclusões:
- Num momento de crise, não fuja. Comunique permanentemente;
- O melhor porta-voz é sempre do alto escalão. Sua presença dá credibilidade e ressalta o real envolvimento da empresa na gestão do processo;
- “Passar o briefing” para os profissionais de comunicação é dedicar-se aos detalhes. Explique, seja detalhista e não use filtros;
- Em relação à imprensa, o preconceito é seu maior inimigo. Jamais negue informação a mídia alguma: todos têm credibilidade junto ao público aos quais se destinam;
- Comunicação é técnica. Os profissionais de comunicação são especialistas em traduzir o complexo em simples e em adaptar a mensagem para cada segmento de público. Não assuma este papel: o risco é muito grande!
E, muito cá entre nós, se a boa comunicação conseguiu explicar o que era URV – Unidade Real de Valor – para milhões de brasileiros, uma boa gestão de comunicação conseguirá, também, comunicar fatos igualmente complexos. Traduzir e adaptar são as palavras-chave."

