terça-feira, 19 de maio de 2009
Mais uma vitória dos comunicólogos!
Mais um reconhecimento da nossa profissão! Principalmente para os relações públicas. Esse que faz o gerencimaneto estratégico da área nas empresas.
Segue matéria publicada no site Fejesp:
"Comunicação, um problema de gestão
Sex, 15 de Maio de 2009 23:27
Estudos de benchmarking em gerenciamento de projetos realizado pelo Project Management Institute (PMI) confirma com dados científicos o que a percepção do senso comum já sinalizava: a comunicação se firmou como uma área estratégica no processo de gestão de projetos.
Realizado em 2008, o levantamento pesquisou, apenas no Brasil, 373 organizações de setores variados, como administração pública, consultoria, educação, indústria, tecnologia da informação e telecomunicações. O objetivo do levantamento foi identificar problemas, necessidades e fatores que contribuem para o sucesso - ou o fracasso - de projetos gerenciados pelas organizações. Numa lista de 18 fatores críticos listados com mais frequência, a Comunicação aparece em terceiro lugar em ordem de importância, perdendo apenas para os itens não-cumprimento de prazos e mudanças frequentes de escopo. Ou seja, apenas esses dois processos podem dificultar ou influenciar mais o sucesso de um projeto que a Comunicação. Para as organizações brasileiras, processos de comunicação são mais críticos que os riscos não avaliados corretamente, recursos humanos insuficientes, escopo não definido adequadamente, não-cumprimento do orçamento, problemas com fornecedores, entre tantos outros.
É uma bela notícia. Depois de uma luta inglória dos nossos decanos para projetá-la, a comunicação se vê reconhecida pelos altos gestores das organizações brasileiras. Hoje, não dá para imaginar um projeto de qualquer natureza sendo tocado sem ferramentas de comunicação. Pesquisas de opinião, estudos e análises, levantamento de fatos e documentos, nada disso se faz com a comunicação em segundo plano. A organização que ainda não acordou terá sérias dificuldades para sobreviver nesse cenário global de mudanças.
Os executivos que souberam, nas últimas décadas, reconhecer a importância do papel da comunicação estão colhendo os frutos de uma gestão bem-sucedida, traduzida, por exemplo, na satisfação de suas partes interessadas. E satisfação não rima com má informação."
http://www.fejesp.org.br/empresa_junior/home/45-fejesp-conhecimento/295-comunicacao-um-problema-de-gestao-.html
quarta-feira, 13 de maio de 2009
"Uma aula de comunicação: o Plano Real, por Silvio Santos"
Este é um texto de Gisele Lorenzetti, Diretora Executiva da LVBA Comunicação, sobre comunicação.
Vale a leitura...
"Fernando Henrique Cardoso, provavelmente sem querer, deu uma aula sobre comunicação em gestão de crise. A Fecomercio promoveu um evento, nesta semana, que objetivava comemorar os 15 anos do Plano Real e o ex-presidente foi um dos palestrantes.
Ao contar a história do Plano Real, FHC comentou que, logo após seu lançamento, ele, na condição de ministro da Fazenda, mantinha conversas diárias com a imprensa com o objetivo de explicar e detalhar exaustivamente o Plano. Num domingo ele foi ao SBT para participar do Programa Silvio Santos, na época um programa de muita audiência junto à população com menos acesso à informação.
Ao chegar no SBT, FHC conversou longamente com o Silvio Santos e explicou, detalhadamente, o Plano para ele. Silvio ouvia com atenção, fazia muitas perguntas e pedia que ele explicasse novamente diversas vezes.
Começa o programa. Silvio Santos, com o carisma que é a sua marca, saúda a platéia, chama o público de “minhas colegas de trabalho” e bate-papo como se estivesse numa enorme sala de estar. Anuncia a presença do ministro da Fazenda e, em seguida faz, ele mesmo, uma brilhante e didática explicação do que era o tal Plano que, há dias, fazia parte da rotina dos brasileiros. FHC ficou surpreso com a forma como ele conseguiu traduzir, com tanta simplicidade, algo tão complexo. Este deve ter sido um dos fatores de sucesso do Plano Real.
Deste episódio podemos tirar as seguintes conclusões:
- Num momento de crise, não fuja. Comunique permanentemente;
- O melhor porta-voz é sempre do alto escalão. Sua presença dá credibilidade e ressalta o real envolvimento da empresa na gestão do processo;
- “Passar o briefing” para os profissionais de comunicação é dedicar-se aos detalhes. Explique, seja detalhista e não use filtros;
- Em relação à imprensa, o preconceito é seu maior inimigo. Jamais negue informação a mídia alguma: todos têm credibilidade junto ao público aos quais se destinam;
- Comunicação é técnica. Os profissionais de comunicação são especialistas em traduzir o complexo em simples e em adaptar a mensagem para cada segmento de público. Não assuma este papel: o risco é muito grande!
E, muito cá entre nós, se a boa comunicação conseguiu explicar o que era URV – Unidade Real de Valor – para milhões de brasileiros, uma boa gestão de comunicação conseguirá, também, comunicar fatos igualmente complexos. Traduzir e adaptar são as palavras-chave."
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Profissão: Relações Públicas (?)
Sim, é possível. Ao explicar a um leigo o que exatamente é a minha profissão me deparei com uma clara definição: o relações públicas dá a liga! (?) Ele é o profissional que alinha todos os aspectos que influenciam em algo (empresa) ou, até mesmo, alguém.
Em resumo, dá liga para conseguir o resultado esperado – objetivo da ação. Seja o sucesso de um evento, um jornal interno que tem a participação ativa dos funcionários, uma divulgação que ganha destaque na mídia nacional, um excelente gerenciamento de crise. O Relações Públicas conhece, estuda, analisa, pondera e apresenta planos estratégicos para atingir o objetivo proposto pela ação.
E as ações desenvolvidas são muitas, pois as áreas de atuação de um relações públicas abrange: a comunicação interna, a comunicação empresarial, os eventos, a assessoria de imprensa, as relações com investidores, a responsabilidade social, o marketing institucional, a consultoria de imagem.
Enfim, este é o primeiro de muitos post que vão explorar essa área abrangente com um olhar de uma recém-formada na profissão, mas com algum conhecimento de mercado.
Espero que gostem!
